Redes sociais na estratégia comunicação política das presidenciais 2016
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Comunicação política e redes sociais nas presidenciais 2016

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Eleições Presidenciais 2016 – o que falam os responsáveis de campanha dos principais candidatos, acerca das redes sociais na sua estratégia de comunicação política?

Numa fase, quase final, da campanha às Presidenciais de 2016, assistimos, como é apanágio nas estratégias de comunicação associadas a este fim, às habituais arruadas, ao contacto direto com as pessoas na rua, à distribuição de flyers, cartazes e outdoors, e respetivos tempos de antena em TV e rádio.

Este ano, como já aconteceu em eleições anteriores, quer para as legislativas, quer para as autárquicas, verificou-se também a adesão por parte das diferentes candidaturas às redes sociais para divulgarem as suas ações de campanha.

Assistindo a diferentes programas de TV dedicados ao tema, destaco um transmitido pela TVI24, em que os protagonistas foram os responsáveis de campanhas das principais candidaturas, ou pelo menos, daquelas que os media tradicionais têm dado maior visibilidade.

Durante a entrevista vários foram os temas lançados acerca das estratégias de comunicação mas, como é natural, e estando eu ligado à área digital, houve uma questão em particular feita pelo moderador, que me despertou a atenção:

As redes sociais são, realmente, importantes, hoje em dia, não nos permitindo contornar o seu destaque por parte da comunicação social... Como responsáveis de comunicação em campanhas políticas com vasta experiência, o que têm feito com base nas redes sociais, que não tiveram oportunidade de fazer, quando trabalharam campanhas há 10 ou 15 anos atrás?

Resolvi compilar as várias respostas dadas no programa a esta questão, as quais partilho aqui:

Não deixa de ser interessante a subjetividade da maioria das respostas, bem como, aqueles que tentaram ser mais objetivos, seja curioso verificar a ausência de um “objetivo” concreto na sua estratégia para esta área da comunicação que é o online, em particular as redes sociais.

Torna-se importante, qualquer que seja o tipo de campanha política, qualquer que seja o objetivo da eleição (legislativas, autárquicas, europeias ou presidenciais), adotarem na sua estratégia de comunicação ações de comunicação digital, pois existe uma boa parte do eleitorado, provavelmente aquela que na atualidade está mais afastada da política, que necessita de ser abordada de forma eficaz.

Falo das gerações mais jovens que usam o meio digital como principal base de recolha e partilha de informação.

Importa comunicar através dos meios certos e com uma linguagem adaptada a estes meios. Não transformar os meios digitais em canais de duplicação de mensagens dos meios tradicionais offline.

Partilho também algumas ideias nesta área que tive oportunidade de debater no Jornal 2 com o jornalista João Ramos, em plena campanha de Presidenciais 2016, e que podem ver aqui, mais concretamente min 24.20seg.