Hoje, o Poder da Voz está nas mãos de qualquer um! - Transmedialand by João Miguel Lopes
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Hoje, o Poder da Voz está nas mãos de qualquer um!

Comunicação digital

“O Poder da Voz” foi o tema escolhido para a edição deste ano do TEDx ESEV em Viseu, evento que tive oportunidade de participar e que abordou o papel das diferentes vozes da sociedade, enquanto agentes de mudança.

Não existe qualquer dúvida de que a forma como comunicamos é uma consequência da evolução das sociedades e dos próprios meios de comunicação. 

Ao longo da história estes meios têm transformado por completo o processo de mediatização e a forma como nos relacionamos, consumimos e partilhamos conteúdos.

O poder da voz hoje já não está na voz da rádio, na imagem da televisão ou na mão do jornalista que escreve na imprensa.

Hoje, o Poder da Voz está, literalmente, nas mãos de todos nós. Ele materializa-se no dispositivo que designamos de smartphone!

Este poder está nas mãos, essencialmente, de uma geração que não estudou tecnologia, mas, mais do que ninguém, é uma geração tecnológica, pois nasceu e cresceu a acompanhada e a dominar o computador, o telemóvel, as consolas de jogos eletrónicos, entre outros componentes tecnológicos, e que lhe permitiu desenvolver uma ligação e interatividade permanente através destes meios.

Hoje muitos de nós, recentemente pais, e outros ainda sobrinhos com 15 ou mais anos de idade, fazemos parte de uma geração que está a alterar por completo as instituições relacionadas com a vida profissional, a alterar a forma como o consumo de produtos e marcas é feita, a relação com a educação, a influência política e mesmo a relação com a própria estrutura familiar.

Estamos numa era onde todos os meios digitais e os meios de comunicação tradicionais entram em conflito permanente e ao mesmo tempo são obrigados a coabitar entre si.

Numa era onde os meios usados institucionalmente pelas marcas se cruzam com os meios alternativos usados pelas pessoas, e onde o poder dos produtores e o poder dos consumidores se relacionam em equilíbrio e de formas imprevisíveis. 

Esta nova forma de estarmos e de nos relacionarmos com os media faz com que os indivíduos consumidores de media não fiquem reféns de um único canal, mas sim capacitados para usar os canais dos grupos de media e os mais variados media sociais online de que dispõem individualmente, já que a quantidade de recursos atualmente disponíveis se expande como nunca, permitindo às pessoas decidir a forma como pretendem aceder, criar e difundir informação.

E esta transformação social, que envolve pessoas, indústrias de media e marcas, veio permitir que todos nós tenhamos alcançado os meios para trabalhar conteúdos de uma forma criativa e única.

Como consequência, transformámo-nos numa sociedade de consumo, de criação e cocriação de conteúdo e devemos isso aos meios digitais, que vieram reduzir o fosso que havia entre pessoas e instituições, e redefinir a forma de distribuição do poder da comunicação, permitindo igualar as forças entre ambos.

Os formatos tradicionais de comunicação só por si já não são eficazes, tendo emergido no seio das novas gerações uma ânsia pelo uso de novos formatos, novos conteúdos e novos meios de interação.

Estas gerações, mais jovens, mais atentas, mais informadas, têm assumido o papel de introduzir novas tendências e, por consequência, exercer toda a pressão social que obriga as instituições e pessoas a mudarem de paradigmas.

Neste sentido, as marcas são obrigadas a encontrar argumentos mais persuasivos para se ligarem com pessoas, sendo fundamental a criação de conteúdos com recursos a narrativas, sejam estas factuais ou ficcionais, pois essa é a forma mais eficaz de criar branded content capaz de captar a atenção e envolver qualquer indivíduo.

Estamos perante uma nova transformação cultural, já que as pessoas são incentivadas a procurar, a partilhar novas informações e estabelecer ligações por intermédio de conteúdos dispersos por diferentes meios online, através de diferentes dispositivos e plataformas.

Mais do que consumidores de informação, as pessoas que nasceram com a tecnologia nas mãos, são agora “vozes digitais” com uma “marca” própria e com influência sobre um determinado espectro de indivíduos ou plano social, exercendo o poder de condicionamento sobre as atitudes perante uma marca de media ou outra relacionada com um qualquer produto ou serviço.

Este é o Poder da Voz, uma voz que é anónima mas que influencia como nunca!

Vídeo da edição TEDx Youth Viseu