RGPD Regulamento Geral de Proteção de Dados - Transmedialand by João Miguel Lopes
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RGPD Regulamento Geral de Proteção de Dados

rgpd

Na minha opinião, o novo RGPD de que tanto se fala e que, estou em crer, ainda muito poucos conhecem ou entendem como será implementado, deve ser entendido pelas instituições como tendo o papel fundamental de sensibilizar e moralizar, perante determinadas práticas que estas usam.

Ou seja, mais do que entender todo este processo como algo contra-natura a toda a lógica de trabalho e procedimentos já instituídos, relacionados com a informação gerada e usada pelas marcas e empresas, o novo RGPD tem que ser entendido como uma oportunidade para mudar velhos e, em muitos casos, abusivos hábitos, no que respeita ao tratamento e uso de dados.

Confesso que, enquanto profissional de marketing, em regra exerço um olhar critico sobre as marcas, traduzindo-se, geralmente, numa opinião construtiva acerca do potencial das mesmas e de possíveis caminhos que estas podem ter no mercado.

E, nesse sentido, aproveito também esta oportunidade para partilhar uma experiência que tive, recentemente, com uma plataforma da BRISA, na qual considero que o custo do serviço, apesar de ser “GRÁTIS”, não deixa de ser um “CUSTO ALTÍSSIMO” para o utilizador.

Para que o registo seja efetuado naquela plataforma, o utilizador terá que ceder os seus dados a todas as empresas do Grupo Brisa, a maioria das quais nem sequer ouviu falar, conhece ou tem qualquer relação.

Imagem da Plataforma

Para além disso surge ainda uma questão: se somos obrigados a ceder os dados a terceiros para o registo nesta aplicação, porque razão a cedência dessa informação está sujeita a uma caixa de validação por parte do utilizador?

Regras ou truques à parte, é por esta e outras questões que o novo RGPD faz todo o sentido na vida das empresas, mais do que na vida dos utilizadores online.