Todas as marcas podem contar histórias, mas nem todas podem contar uma boa história! - Transmedialand by João Miguel Lopes
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Todas as marcas podem contar histórias, mas nem todas podem contar uma boa história!

Brand Storytelling

Dando uma nova expressão e sentido à relação com as pessoas, a Estratégia de Storytelling tem sido adoptada com frequência pelas marcas, permitindo a criação de uma mensagem com um maior significado, induzindo os públicos numa sensação de estarem perante uma entidade com personalidade própria.

Criando uma ligação emocional entre a marca e as pessoas.

Uma Estratégia de Storytelling pode ser usada por marcas institucionais e marcas pessoais, na criação de mensagens para a defesa de causasvenda de produtos e serviços, para a promoção de projetos, entre outras finalidades comerciais, ou sem qualquer fim lucrativo. É ampla e facilmente adaptada a qualquer fim.

Como exemplo, é possível ver, de seguida, uma peça de comunicação desenvolvida pela Conservation International, uma instituição sem fins lucrativos que se esforça pela consciencialização para um planeta mais saudável.

Estratégia de Storytelling está envolta em algumas características e para que tenha sucesso devemos sempre considerar o facto de que uma história forte, que procure fazer a ligação entre a marca e as pessoas, tem que ser verdadeira!

Não necessariamente por se basear em factos reais, mas por ser autêntica, permitindo, desta forma, gerar um discurso coerente e consistente, que proporcionará à audiência desenvolver um sonho em relação à promessa que a marca lhes propõe.

Por outro lado, só é possível uma marca contar uma boa história se ela manifestar credibilidade, caso contrário, vamos perceber facilmente que algo não bate certo no seu discurso. E esta credibilidade só é possível ser gerada através dos pontos de contacto entre o ADN da marca e o discurso adoptado por esta. Quantos casos conhecemos em que a marca comunica valores que, na realidade, não fazem parte da sua génese?

Acredito que sejam muitos…

Na verdade, todas as marcas podem contar histórias, mas nem todas podem contar uma boa história!

Hoje é clara a dificuldade que temos em confiar, seja em pessoas ou marcas. Digamos que a confiança se tornou num recurso social escasso.

Um outro fator a considerar quando concebemos uma história, é que esta não tem necessariamente que apelar a uma lógica. Tem, contudo, que apelar aos sentidos e emoções das pessoas. E é, por isso, que as boas histórias nem sempre agradam ou são compreendidas por todos da mesma forma.

Embora uma história eficaz deva coincidir com a visão do mundo, diga-se, de tudo o que nos rodeia, a forma como analisamos e entendemos o mundo, faz com que tenhamos sempre pontos de vista e interpretações diferentes, quando estamos perante uma história.

Uns amam determinada história e sentem-se confortáveis perante a mesma, outros, pelo contrário, ignoram-na. Isto acontece porque todos temos valores, crenças, graus de conhecimento e compreensão distintos, relativamente a tudo o que nos rodeia.

Por fim, é importante percebermos que a característica mais elementar na génese de uma boa história, em regra, é o facto de que uma boa história não procura ensinar algo de novo ao ser humano.

Pelo contrário, uma grande história aborda assuntos e temáticas que estão presentes no nosso dia-a-dia ou que fizeram parte de um legado social, e que são conhecidos de todos nós.

A campanha da MercedesBenz é um bom exemplo disso.

Orientada, essencialmente, para o público feminino, a marca desenvolveu uma campanha com o titulo “The Journey That Changed Everything” resultando, entre outras, em mensagens vinculadas através de plataformas como a show case do Linkedin com o título “She’s Mercedes“.

 

A narrativa começa por contar a história de Bertha Benz.

Para provar que a invenção do seu marido era o futuro da mobilidade, Bertha Benz fez a primeira viagem de longa distância com um automóvel, enfrentando todo o tipo de desafios.”

Transcrevendo o insight da narrativa, “numa época em que a palavra carro ainda não existia e as pessoas usavam cavalos para puxar as carroças, uma mulher, Bertha, desafiou o status quo”.

☛ Fica o vídeo, agora recriado pela marca, procurando lançar a história de Bertha Benz e, de uma forma inteligente, aproveitar o momento para se ligar ao universo das causas, associado ao segmento feminino.

A campanha passa por uma narrativa construída com base numa série de histórias, sempre com mulheres como protagonistas principais.

 

Estas histórias são ativadas através das plataformas:

→→ Youtube (canal da marca)

 

→→ Website (oficial da marca) – história de Berta Benz

 

→→ Linkedin (showcase criada para a campanha)

 

Estes são bons exemplos de como as marcas podem entrar em tendências sociais, de uma forma estruturada e capaz de trazer valor acrescentado às causas que se querem associar!

Se analisarmos bem, a maioria das histórias que nos marcaram, advêm de experiências pessoais ou sociais que conduziram a um determinado legado.

Assim, a história que queremos criar deve procurar envolver as pessoas nestas temáticas de uma forma emotiva, permitindo-lhes um sentido de pertença, segurança ou de inteligência na compreensão do mundo que as rodeia.

Para terminar, gostaria apenas de lançar o mote para que este artigo possa servir de motivação para a partilha de comentários com exemplos de histórias interessantes na estratégia de Brand Storytelling!